ABPA na Mídia






30/08/2017

CEOs das maiores agroindústrias de proteína animal do país debatem fatores de competitividade

Programação do segundo dia do SIAVS também contou com painel sobre tendências na produção de carnes de aves e suínos

 

O Brasil tem vocação consolidada como fornecedor de proteína animal e um cenário futuro de grandes oportunidades a partir das mudanças internacionais. Essa é a visão dos CEOs das três agroindústrias do país que lideram a produção e a exportação, expressa em painel no segundo dia do Salão Internacional de Avicultura e Suinocultura (SIAVS), nesta quarta-feira (30). A atividade foi mediada pelo vice-presidente de Mercados da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Ricardo Santin.

Presidente da Aurora Alimentos, Mario Lanznaster defendeu que o país reúne as condições necessárias para expandir sua atuação global. Destacou o mercado chinês, no qual cada habitante consome 5kg de carne por ano, enquanto no Brasil a média está em 98kg. “Temos muitas coisas boas para mostrar lá fora e aumentar a nossa presença. Podemos ainda avançar em produtividade, mas as perspectivas são boas”, disse Lanznaster.

Alexandre Almeida, vice-presidente Brasil da BRF, apresentou as principais novidades no consumo de proteína animal. De acordo com o executivo, existe hoje uma consciência coletiva sobre meio ambiente e problemas sociais e um aumento do nível de exigências por parte das pessoas. “Temos de entender o consumidor e responder às tendências do mercado mundial. As demandas são cada vez mais específicas e regionais. As grandes empresas devem sair da visão de commodity e focar no atendimento às pessoas”, defendeu.

Para Gilberto Tomazoni, presidente global de operações da JBS, um dos principais desafios do setor se encontra em diminuir a lacuna entre falsas percepções dos consumidores e a realidade. Ele ressaltou, por exemplo, que a população costuma pensar que a produção de alimentos está concentrada em grandes produtores – quando, na verdade, é um trabalho realizado por mais de 150 mil integrados, dos quais 130 pequenos produtores. E apontou duas tendências contraditórias na atualidade: “Temos, de um lado, o crescente consumo de proteína. Por outro, pessoas que demandam produtos orgânicos e animais criados soltos. Precisamos estar preparados para ambas as frentes”, frisou Tomazoni.

 

Destaques internacionais apresentam tendências para aves e suínos

A abertura do segundo dia de palestras e debates do SIAVS teve dois destaques internacionais: James Sumner, presidente do USA Poultry & Egg Export Counsil (USAPEEC), dos Estados Unidos, e Daniel de Miguel, presidente da Interporc, da Espanha. O painel foi mediado por Mario Sergio Cutait, diretor do Departamento de Agronegócio da Fiesp.

Sumner falou sobre o crescimento da demanda mundial de carne de frango no mundo, com Brasil e EUA na liderança das exportações. O americano projetou que países com alta densidade populacional –  como China e Índia – devem aumentar substancialmente o consumo de proteína animal. "O Brasil tem muitas vantagens no mercado mundial, sendo a única real opção para muitos mercados agora", disse Sumner, mencionando o surto de influenza ocorrido nos EUA em 2014. Ele é também presidente do International Poultry Counsil (IPC), entidade que tem como vice-presidente Ricardo Santin, vice-presidente de Mercados da ABPA.

Falando sobre o mercado de suínos, Daniel de Miguel tratou da intensificação da produção nos principais players globais, entre eles o Brasil; da melhora dos sistemas produtivos e também do aumento da demanda. O presidente da Interporc salientou ainda a importância de agregar valor para atender as exigências de um novo perfil de consumidor. "Nosso desafio é aumentar a exportação de produtos elaborados, e não apenas de commodities. Isso irá assegurar melhor sustentabilidade à economia, com empregos e a valorização da produção nacional".

 

Programação do SIAVS

Completou a programação de hoje no auditório principal o Simpósio Feed&Food: Sustentabilidade e Marketing no Agronegócio. Nas salas paralelas, temas como salmonela e listeria, reciclagem animal, resistência antimicrobiana, enfermidades emergentes em suínos e novos rumos sobre inspeção foram discutidos por especialistas. Um painel em homenagem aos 40 anos ao Centro Tecnologia de Carnes (CTC) também foi apresentado.

O último dia de SIAVS 2017, quinta-feira (31), inicia às 9h, com painel sobre inovações no abate e processamento de aves e suínos. Às 11h, palestras sobre o perfil do novo consumidor. Saúde e segurança do trabalho, avanços na nutrição, logística e abastecimento de grãos, bem-estar animal e uma série de fóruns sobre diferentes temas técnicos completam a programação. Informações completas no site siavs.org.br.